Me Apaixonei Por Um Vilão

Sinopse:

Por gerações, terras foram divididas por rivalidade entre três reinos.
Thornew é o reino do Norte, o qual era comandado pelo rei Scott e rainha Mary.
Asthorne é o reino do sul e Sexthorne do leste, a qual a princesa Suzanne foi prometida a um casamento com o herdeiro do trono de Thornew como aliança de paz.
Além dos reis, ninguém nunca soube o motivo de tanto ódio. Até a rainha Mary ser assassinada, por um autor do crime desconhecido. O rei Scott entrou em uma grave depressão e se suicidou um mês após a morte da sua esposa, deixando para trás seus filhos Logan e Adrian, de apenas sete anos e um reino de cabeça para baixo.
Logan se ocupava em aprender tudo sobre o reino e sobre ser um bom rei, já que faltava menos de duas semana para sua maioridade e assim assumir o lugar do pai no trono.
Mas ele não conseguia digerir a idéia de perder a mãe e de certa forma o pai, para Asthorne. E é aí que ele se questiona: Por que não uma vingança?
Vingança essa que não é nada mais nada menos que sequestrar a princesa Clarisse, filha do rei asqueroso de Asthone. Foi aí que tudo começou, e a guerra teve início.

Prólogo

- Vamos dar uma volta alteza? - ouvi um homem dizer e logo vi seu semblante investigar cada canto no interior da carruagem.
Minha mãe apertou forte meu braço.
- Majestade - voltou a dizer cumprimentando minha mãe.
Estávamos atravessamos a floresta e quando chegamos a encosta do penhasco com visão para Sexthorne, bem ali fomos atacadas.
O homem nos obrigou a descer da carruagem. Todos os soldados e até mesmo o cocheiro estavam desacordados no chão, somente os cavalos relinchavam as vezes, estavam presos em uma árvore, e eu nem senti a mudança de condutor.
Era a primeira vez que me tratavam com, digamos, brutalidade.
Haviam oito homens, todos os eles tinham cicatrizes cobrindo seus rostos. Ainda estavam com as espadas na mão, eu virei o rosto, não quero ver sangue, não posso.
- O que você quer? - minha mãe perguntou, eu podia sentir a agonia dela.
- A princesa - o primeiro homem que nos cumprimentou respondeu, apontando para mim - Só estou fazendo o meu trabalho, agora venha alteza.
- Vocês não vão levar minha filha - gritou, pela primeira vez eu vi minha mãe gritar com alguém.
Eu não conseguia me mexer, meus pés não obedeciam.
- Venha - o homem gritou também - Por bem, ou por mal.
Ele olhou para um dos homens ao seu lado, que obtinha um olhar sanguinário e mortal, e o mesmo sei um passo em nossa direção.
Estávamos encurraladas. Minha mãe percebeu meu desespero e me puxou para um abraço forte.
- Eu não vou desistir de você, eu vou te buscar onde quer que estiver, eu prometo - sussurrou.
- Chega de enrolo, Colin traz a princesa.
Eles me carregaram a força para outra carruagem caindo aos pedaços, enquanto eu gritava. Minha mãe ficou para trás, ela tentou correr mesmo sabendo ser em vão, mas seu pesado vestido a impedia.
Eu nunca imaginei ser levada da minha mãe a força, com tanta brutalidade e falta de respeito. Me carregaram nos ombros e me jogaram hostilmente na carruagem imunda.
Enquanto eles nos conduziam para longe do meu castelo, eu simplesmente puxei meu colar e segurei com força a cruz de madeira.
- Me ajuda Deus - sussurrei - Me ajuda.
Encosto a cabeça na parede fria, e largo o diário e a caneta no chão ao meu lado. Todos os dias eu relato como era minha vida há tempos atrás, para falar a verdade, não tenho noção das horas aqui embaixo.
Estou presa em um quarto no subsolo do castelo de Thornew, o quarto é amplo e tem tudo mas em sua extremidade é cercada por uma grade de ferro, tendo do outro lado uma simples cadeira e uma escada escura que eu não sei para onde vai.
Minhas únicas companhias são Anders, meu único amigo de fato e Brooke, uma garota que por algum motivo me odeia.
E e ela que está aqui de companhia hoje, ou está a mando do príncipe para me vigiar.
- Você sempre teve tudo - ela disse me tirando dos devaneios - Sempre teve uma vida perfeita, mora em um castelo, tem todo o dinheiro, e é adorada por multidões.
É a primeira vez que ela dirige a palavra a mim.
- Você nunca vai saber o que é passar fome, muito menos ver quem ama morrer sem ajuda. Porque você é uma princesa, e não tem uma vida difícil. Você nunca vai chorar, sabendo que tem dinheiro para comprar tudo que quiser. Sabendo que tem olhares te admirando por onde você passar. Você é uma tola.
Me levanto bruscamente e seguro firme as barras da grade.
- Como ousa se referir assim a princesa?
Brooke me analisou por um instante e levantou da cadeira.
- Aqui você não é uma princesa, não é nada mais que uma simples prisioneira esquecida pelo tempo.

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